Três mulheres
acusadas de integrarem um gangue que atacava homens para lhes roubar sémen começaram a ser julgadas esta segunda-feira no Zimbábue. A
Polícia acredita que o produto do roubo se destinava a ser utilizado em
rituais de prosperidade.
| foto DR |
As
autoridades do Zimbábue acreditam tratar-se de um grupo que funciona a
nível nacional e cujo primeiros relatos foram conhecidos há cerca de um
ano.
Em Julho, uma alegada vítima, que pediu anonimato, relatou a
sua experiência à televisão, dizendo ter sido atacado após aceitar
boleia de um grupo de três mulheres em Harare, a capital do país.
"Uma
das mulheres atirou-me água para a cara e injectaram-me algo que me
provocou um forte desejo sexual", contou. "Pararam o carro e forçaram-me
a manter relações sexuais com cada uma delas diversas vezes, usando
preservativos", disse.
"Quando terminaram, deixaram-me totalmente
nu no meio do mato. Algumas pessoas ajudaram-me a chamar a polícia, que
me levou ao hospital para tratar os efeitos da droga que me haviam dado,
porque o forte desejo sexual continuava", afirmou.
As acusadas foram
detidas no início deste mês de Novembro em Gweru, a 275 quilómetros de
Harare, após os agentes da polícia terem encontrado 31 preservativos
usados no carro em que estas viajavam. As mulheres negam as acusações,
justificando que são prostitutas e que não haviam deitado fora os
preservativos porque estavam muito ocupadas.
Libertadas sob
fiança, as três mulheres foram ameaçadas por uma multidão. Dizem que,
desde então, foram forçadas a permanecer dentro de casa.
Acredita-se que o sémen seja usado em rituais para trazer
sucesso nos negócios e há rumores de que tem sido vendido para outros
países.
Os primeiros relatos de ataques foram alvo de curiosidade e
descrença, mas vários homens citado pela BBC disseram que agora encaram
a questão com seriedade: "Agora só ando de autocarro quando ele está
cheio e não aceito boleias em carros particulares, principalmente se
houver mulheres dentro", afirmou um homem que se identificou. "Temos que
ter cuidado porque há mulheres a atacar homens. Isso está mesmo a
acontecer", disse.
Fonte JN
Clogger
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