Já está disponível para download a versão beta do browser Google Chrome
17, que a empresa diz ser capaz de carregar páginas da Internet de forma
"instantânea". O Chrome, nascido em 2008, já ultrapassou o Firefox no
top 3 dos browsers mais usados pelos utilizadores em todo o mundo.
O
Chrome está no segundo posto e é usado por 27,9% dos que navegam na
Net, abaixo do número dos que utilizam a aplicação o Internet Explorer
(37,6%), e acima dos 25,04 % que usam o Firefox, de acordo com os dados disponibilizados pela entidade de estatísticas web StatCounter.
São
já 200 milhões os utilizadores do Chrome, segundo a empresa, mas chegar
à liderança e superar o Internet Explorer, é, para já, um objectivo que
a Google se recusa a confessar.
O gigante da tecnologia está
satisfeito com a conquista do segundo lugar e mantém o mantra que
acredita conter a fórmula do crescimento do Chrome: "velocidade,
simplicidade e segurança". "O plano é continuar a focarmo-nos no
utilizador e achamos que o sucesso está a acontecer porque temos estado
muito concentrados nestes três vectores chave de criação de valor",
explica Rahul Roy Chowdhury, que conversou com o JN, por telefone, a
partir do seu escritório na sede da empresa em Mountain View,
California, nos EUA.
| foto DR |
| Rahul Chowdhury é responsável pelo Chrome |
Em
três anos, esta é já a 17ª versão do Chrome. A estratégia da Google é
manter o mesmo dinamismo de lançamento de novas variações, em
desenvolvimentos que a empresa quer que sejam constantes e próximos dos
utilizadores.
Na nova versão, assim que o utilizador comece a
preencher um URL na barra de endereços, o Chrome começa a carregar essa
página em background. Por isso, diz o blog oficial com informação sobre o Chrome,
o tempo entre o carregar no Enter e a página estar completamente aberta
reduz-se. "Nalguns casos, o site abre-se instantaneamente".
Quanto
melhor for a experiência de navegar na Internet, melhor será para a
Google como um todo. Foi este o "leitmotiv" do Chrome e ainda continua a
ser, até porque, assume o responsável pelo desenvolvimento do browser,
"há ainda muito trabalho a fazer". "Queremos torná-lo ainda mais rápido e
melhorar a sua performance", diz, acrescentando que apesar de haver
"muitos outros factores externos" a condicionar as escolhas dos
utilizadores, a empresa tem que continuar a concentrar-se naquilo que
consegue controlar, "que é fazer um bom produto".
A vontade da
empresa é haver cada vez mais pessoas a navegar na World Wide Web e
mantê-las online o maior tempo possível. "O Chrome tem o objectivo de
fazer ver às pessoas o quão boa a web pode ser. Portanto queremos que as
pessoas se apercebam que a Net é rápida, simples e segura", afirma
Rahul Roy Chowdhury.
O que equivale a dizer que a Google quer que
haja mais olhos a quem mostrar anúncios. O Chrome é portanto um ponta
de lança na estratégia que levou a Google ao topo do mundo: organizar o
caos informativo, oferecer serviços gratuitos de que as pessoas gostem,
conhecer os hábitos e preferências dos produtores e consumidores de
informação e ganhar dinheiro a mostrar-lhes anúncios personalizados. O
negócio publicitário vale 97% das receitas da empresa, que totalizaram,
em 2010, perto de 23 mil milhões de euros.
A privacidade é,
naturalmente, uma das questões que se levantam quando uma empresa tem
tanta capacidade de acumular dados sobre os comportamentos online das
pessoas. Empresas como o Facebook ou a Google enfrentam constantemente
acusações de utilização indevida dos dados dos seus utilizadores.
Confrontado
com o que faz a Google com os dados que recolhe sobre os que utilizam o
Chrome e os outros serviços da empresa, o responsável responde que "a
Google leva muito a sério a privacidade", e que nunca "usa os dados
privados das pessoas para outro propósito que não seja o de melhorar o
produto". É, continua Chowdhury, essencial que as pessoas confiem
totalmente na empresa a quem confiam a sua informação, ficheiros, fotos e
documentos. Na era da computação em nuvem, qualquer quebra nessa
confiança será "o beijo da morte. Não há nada que se possa fazer para
recuperar de uma falha desse tipo", conclui.
Fonte: JN
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